ExpoManagement 2013 (4 a 6/Nov)

   
Na próxima semana, você vai poder acompanhar mais uma vez a cobertura da ExpoManagement da HSM, tal como fizemos nos últimos 3 anos. O evento ocorre em São Paulo no ExpoTransamérica e já é o maior evento de Gestão do mundo.

Durante os 3 dias você pode acompanhar as palestras ao vivo pelo Twitter (@AndreVarga #HSMexpo13) e ao final de cada dia, um post resumo aqui no blog do que aconteceu de relevante no Congresso Internacional do evento. 

Aproveite para conferir os temas de alguns dos principais palestrantes:

Veja também a cobertura dos anos anteriores aqui.

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'Thinkers 50' - 2013: os Indicados

   

Já saiu a lista dos Indicados (short list) para o Prêmio Bienal do site The Thinkers 50, que agracia os melhores pensadores do mundo dos negócios a cada dois anos.
A premiação oficial ocorre dia 11/Nov em Londres.

Confira a lista dos Indicados 2012-2013 para cada categoria:

Estratégia:
Erik Brynjolfsson, Laurence Capron, Richard D'Aveni, Roger Martin, Rita McGrath, Cynthia Montgomery, Richard Rumelt e Chris Zook.

Liderança
Liu Chuanzhi, Amy Edmondson, Stewart Friedman, Linda Hill, Herminia Ibarra, Andrew Kakabadse, Liz Mellon, Mike Myatt, Wang Shi e Liz Wazeman. 

Inovação:
Ron Adner, Henry Chesbrough, Vijay Govindarajan, Hal Gregersen, Matt Kingdon, Kai-fu Lee, Alexander Osterwalder & Yves Pigneur e Navi Rajou.

Melhor Livro:
. Como Avaliar sua Vida - Clayton Christensen
. Vencedoras por Opção - Jim Collins & Morten Hansen
. Reinventing Giants - Bill Fischer, Umberto Lago & Fang Liu
. Dar & Receber - Adam Grant
. O Fim da Vantagem Competitiva - Rita McGrath
. Faça Acontecer - Sheryl Sandberg

Soluções Globais:
Celia de Anca, Pankaj Ghemawat, Lynda Gratton, Anil Gupta, Haiyan Wang, Maya Hu-chan, Chan Kim & Renée Mauborgne, Iqbhal Quadir e Don Tapscott.

Ideias Disruptivas:
Steve Blank, Mark Campanale & Pradeep Jheti, Bhagwan Chowdhry, Subir Chowdhury, Richard D'Aveni, Ellen MacArthur Foundation, Navi Rajou, Jaideep Prabhu & Simone Ahuja e Sheryl Sandberg.

Pensador do Futuro
Dorie Clark, Ioannis Ioannou, Whitney Johnson, Nilofer Merchant, Ethan Molick, Lee Newman, Gianpiero Petriglieri e Christian Stadler.

Vamos acompanhar e publicar os ganhadores aqui em 11/Nov. Aguarde.

Confira no original do site. (inglês)
Veja também os ganhadores do prêmio nos anos anteriores. (português)

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O Mundo Acabou - Alberto Villas


   
Título: O Mundo Acabou
Autor: Alberto Villas
Editora: Globo
Ano: 2006
Páginas: 304
ISBN/EAN: 9-788525-041609


Alberto Villas busca contar-nos um pouco da história do Brasil, ao menos a que ele presenciou, do ponto de vista da memória emocional do povo brasileiro. As coisas do quotidiano, os costumes, produtos e propagandas de um mundo que não existe mais. Por isso o título sugestivo.

A riqueza de detalhes e a abordagem leve faz da leitura desse livro um ato muito prazeroso.

Se você se lembra (com saudades!) de relógio cuco, caminhão FNM, flit, bicicleta de pneu balão, Amigo da Onça, goma arábica, Repórter Esso, Casas da Banha, 752 da Vulcabrás, envelope verde-amarelo, Bombril na antena, mimeógrafo..., seu mundo (como o meu!) já acabou e esse livro é para você. Vale conferir. Eu garanto!

Confira outros livros de Alberto Villas:
. Admirável Mundo Velho!
. Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Morta

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Marketing de Crescimento - Philip & Milton Kotler

   
Título: Marketing de Crescimento8 Estratégias para Conquistar Mercados
Autor: Philip & Milton Kotler
Tradução de: Market your Way to Growth - 8 Ways to Win
Editora: Elsevier-Campus
Ano: 2013
Páginas: 176
ISBN/EAN: 9-788535-264425

Ler um Kotler é sempre prazeroso. Independente de seu conhecimento, sua capacidade de síntese e de formular conceitos é singular.

O mundo vive hoje a pior crise econômica desde a Grande Recessão do final dos anos 1920. E crescer em tempos de crise, sem dúvida é dos maiores desafios de qualquer setor econômico.
Sabemos que a economia Capitalista vive de sequencias de desenvolvimento e recessão cíclicos. Como uma senoide, sobe até um pico de desenvolvimento, depois... o caminho é sempre para baixo, com recessão. O que muda de ciclo em ciclo é o "ângulo", a velocidade com que acontece o crescimento ou decrescimento. O que muda nessa crise em relação à demais é justamente o ângulo: depois de um pico muito "íngreme", o vale também tende a sê-lo. O problema na verdade é que justamente no momento ascendente que muitos agentes da economia, com a facilidade de se gerar riqueza, passam a optar por especular mais que gerar riqueza, isso gera as "bolhas" que quando estouram, trazem o declive íngreme também. O que precisamos mudar é a cultura: manter a cultura da Produção e Marketing e reduzir a cultura da Especulação Financeira.

Normalmente nos momentos de crise a tendência para se ter uma solução imediata é o arroxo: austeridade, controle de gastos e custos, poupança No entanto, principalmente nas economias fortemente alavancadas na especulação, essa austeridade acaba manifestando-se em demissões e cortes de investimentos em inovação. Assim, paradoxalmente, a austeridade gera no curto prazo mais crise. Não é na crise que se deve poupar..! e sim na bonança!, quando sobra para se poupar. No momento de crise é hora de se...gastar! Gastar o que se poupou. Porém, na bonança ninguém pensa em poupar, senão alavancar os ganhos. Ai vem a crise e todos "quebram".
Pois bem, os irmãos Kotler - Milton & Philip, descrevem 9 Megatendências que nortearão a sociedade e as economias no curto-médio prazos e que podem trazer oportunidades.
(descrevemos essas 9 megatendêcias em post separado, confira aqui)

Para poder aproveitar essas oportunidades, eles nos apontam 8 Caminhos de Crescimento, mesmo em crise:

1. Aumentar Market Share (participação de mercado) - buscar mais eficiência. Fazer uma análise SWOT e concentrar-se em expandir a participação de mercado onde se é mais forte. Nesses segmentos os ganhos de mercado, se já somos fortes, vem mais fácil que tentar competir onde não se é competitivo. Evidentemente que essa participação de mercado deve ser analisada com vistas à rentabilidade não apenas em market share puro. Reavaliar o mix de marketing e os segmentos alvo é essencial.

2. Desenvolver Clientes e Parceiros Engajados - o cliente não depende da gente e sim, nós dele. Em momentos de crise é a hora certa de manter os clientes e parceiros engajados. Vivemos um mundo de excesso de ofertas. Quando os clientes sentem-se mais parte do processo, sentem-se engajados menor a possibilidade de se deixarem seduzir por ofertas concorrentes. Focar em serviços e garantias extraordinários, treinamento e consultoria direta aos clientes, ofertas diversificadas, programas de recompensas, associações ou clubes de clientes.

3. Criar Marcas Poderosas - Imagem, Identificação e Integridade de marca são muito importantes para a manutenção de clientes, sobretudo em momentos de crise. E lembre-se que a construção da marca não é atividade apenas do Depto de Marketing e sim de TODA empresa. Se os colaboradores não transmitem os mesmos valores da marca nos momentos de contato com o cliente, de nada vale o investimento na comunicação da marca.

4. Inovação de Produtos, Serviços e Experiências - totalmente alinhado com o monitoramento de tendências. Mas cuidado com o foco. Não adianta manter o esforço apenas na inovação Incremental, que apenas melhora produtos atuais, adiciona recursos ou benefícios. A inovação Disruptiva deve ser monitorada com atenção, qualquer movimento desse tipo de um concorrente, sobretudo em momento de crise pode ser fatal.

5. Expansão Internacional - nem todos os Países estão no mesmo nível crítico dependendo do setor, mercado ou indústria. Buscar investir em operar em Países pouco explorados ou mal explorados pode ser ótima oportunidade. Descubra onde o seu setor ainda não cresceu o suficiente.

6. Fusões, Aquisições, Alianças e Joint Ventures - muitas vezes não nos damos conta que é justamente nas crises que esse tipo de movimento é o mais indicado. Na insistência de querer resolver sozinhos, deixamos oportunidades passarem.

7. Responsabilidade Social - nas crises, os efeitos sociais podem ser fatais para certos setores socioeconômicos. Observe se a crise não é de fato uma oportunidade de fazer o bem e ainda ganhar dinheiro. Valem os preceitos de Michael Porter de Criação Compartilhada de Valor.

8. Parcerias com Governos e ONGs - reflexo do caminho anterior, as vezes o melhor parceiro pode ser um Governo ou uma ONG. Vale analisar com atenção.

Em alguns casos, empresas adotam um desses caminhos isoladamente. Ou mais de um ou até todos os 8. No entanto de forma muito superficial. Segundo os Kotler, deve-se analisar quais 9 megatendências fazem mais sentido ou podem ter mais impacto no seu setor ou região e ai analisar quais caminhos tem mais relevância para a situação específica.

Eles concluem que precisamos, pessoas, empresas, organizações e governos gastar mais, fazer a riqueza "girar" (tem um pouco de John Maynard Keynes ai...). Cabe ao Marketing combater o medo em gastar, mas acima de tudo orientar como gastar certo, aumentando a confiança de consumidores, organizações, empresas e governos. Precisamos mais "iPads" que "derivativos", mais investimento em inovação, produção e vendas de retorno consistente que em especulação de retorno rápido, enfatizam os Kotler.

Para isso, eles defendem que Marketing não pode se apenas um Departamento nas empresas e sim dois:

. Marketing Tático - que cuida e observa as vendas de hoje.
. Marketing Estratégico - que não se preocupa com o hoje e sim com daqui a três anos. O que será demandado, quem serão os futuros concorrentes.

Interessantes pontos. Para se pensar bem!
O livro é cheios de exemplos, casos e ferramentas para cada caminho.
Vale super a leitura!

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Yes we Care!

   

-'Yes, we can'?

O poder sobe à cabeça. Sempre! Cedo ou tarde, mas sobe. Sempre.

Muitas são as Empresas ou Organizações que, entorpecidas pelo sucesso, liderança ou resultados positivos consecutivos, acabam se esquecendo de como chegaram "lá".

Ninguém nasce grande. Todos os grandes começaram pequenos e cresceram. Portanto muito antes de serem poderosos e terem sucesso, todos foram pequenos, sem poder, sem sucesso e humildes. Batalharam muito, aprenderam, esforçaram-se, fizeram de tudo para agradar. 

Importaram-se!

Importaram-se com os Concorrentes, respeitando seus esforços para competir, seus produtos e serviços quando melhores que os seus próprios.
Importaram-se com os clientes, com suas demandas, especificações, condições e idiossincrasias.
Importaram-se com os Consumidores, com suas necessidades e gostos, seus hábitos de compra e comparação, seus hábitos de uso e descarte.
Importaram-se com o Governo, com suas regras, suas leis e intermináveis impostos.
Importaram-se com as ameaças de Mercado, sempre à espreita na esquina, prontas a mudar o mercado, virando-o de cabeça para baixo.
Importaram-se com os próprios Colaboradores (que é o nome moderno dos empregados) e sócios, com suas parcelas de esforço e devidas recompensas, com suas carreiras e necessidades de descanso e desenvolvimento.
Importaram-se com os Fornecedores, para garantir a qualidade e a entrega... com o crédito para não estourar!

Se chegaram ao topo é porque se importaram com tudo isso... às vezes até com mais coisa (que certamente me esqueci de citar).

Pois é. Depois que chegam ao topo, parece que bate o vento da amnésia: esquecem-se de tudo isso. Incorporam uma nova entidade: soberana e autossuficiente. Que não precisa importar-se com nada do que falamos. Que só enxerga o futuro, mas que se esquece do que aprendeu e praticou no passado. Ela tem o Poder! O famoso 'yes, we can'.

Pois não é o 'yes, we can' que as leva (levou) ao topo. Muita ingenuidade achar que temos poder de fazer qualquer coisa sozinhos. Ainda mais no mundo dos negócios. Sim, o 'yes, we Care' é que leva a qualquer posição de liderança.
É justamente no cume, o lugar para se importar, e muito. Cada vez mais, pois do alto, só há um caminho: para baixo.

Importe-se!

Apenas isso. Importe-se. O resto vem.

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